A função exige que se saiba algumas técnicas para serem aplicadas no dia a dia do seu trabalho. Você leva jeito para isso ? Mais uma possibiliade

Conhecimento do usuário – alvo: É primordial conhecer os usuários – alvos do sistema/produto para, a partir daí, aplicar todas as outras técnicas. Sem este conhecimento, não há como fazer algo realmente bom.

Prototipagem: O analista faz o planejamento de como o usuário irá manipular o sistema, transformando isso em protótipos.  Para essa finalidade deve-se entender todos os casos de uso e seqüência que o usuário deverá percorrer no sistema para realizar alguma tarefa ou objetivo.

Análise Heurística:  É um tipo de análise que elimina, com base em estudos de grandes autores ou recomendações, os problemas de usabilidade das interfaces. Esta análise também define comportamento, identidade visual e elementos que deverão ser padronizados em todo o sistema/produto.

Benchmark:  É uma análise de outros sistemas/produto similares ao que será criado. Observa-se toda a usabilidade para obter as boas idéias que poderão ser aproveitadas para o projeto.

Grupos de foco: Coleta de opiniões dos usuários a respeito do sistema/produto, verifica quais são as dificuldades em se utilizá-lo e em quais partes não está atendendo às suas necessidades.

Card Sorting: É uma técnica que ajuda a organizar o que é mais importante e mais utilizado pelo usuário-alvo do sistema/produto. São entregues cartões com funcionalidades ou tarefas para que os usuários organizem conforme o fluxo do seu trabalho.

Teste de Usabilidade:  É um método para compreender melhor como o usuário manipula o sistema.  Os usuários simulam situações reais com acompanhamento de especialistas e registro em vídeo, com a finalidade de identificar os problemas de usabilidade.

Teste A/B: Esta técnica é mais usada pelo marketing. Do ponto de vista da usabilidade, quando têm-se duas soluções boas e não há certeza de qual será mais fácil para o usuário-alvo, reuni-se uma quantidade de usuários e aplica-se uma das soluções para cada metade do grupo de usuários, então é possível definir a solução que obteve mais sucesso. Esta é uma técnica com um custo alto, exige mais tempo de desenvolvimento de interface, por isso é mais indicado para Web, especialmente para definir qual será a melhor posição dos conteúdos.

Eye Traking: Mapeamento do olhar do usuário para definição da ordem e o que mais está chamando a atenção do usuário na interface. Com o resultado pode-se observar se realmente a escolha  da ordem está correta em relação ao planejado para o usuário inicialmente.

Pesquisas com o usuário: Uma das mais importantes técnicas da área de UX. Existem vários tipos de pesquisas para se realizar com o usuário. Exemplos: pesquisa de perfil, questionários sobre o uso, entrevistas, pesquisas de satisfação etc. A ideia é, através das pesquisas, permitir ao profissional de UX entender a real necessidade do usuário e poder pensar na solução com mais assertividade.

SombraEsta técnica consiste em acompanhar o rotina do usuário para entender melhor o seu contexto de trabalho, com isso trazer o seu “mundo real” ou modelo mental para o produto, dessa forma podemos entender melhor a sua necessidade e o produto fica mais intuitivo por usarmos elementos do seu dia a dia.

Existem muitas técnicas legais na área de UX, aqui estão somente algumas, no entanto você pode usar sua criatividade desde que se alcance o objetivo principal da área de UX que é criar uma interface fácil e emocionante de se usar, atendendo antes de tudo, a necessidade do usuário.

Na Prática…

Esqueça tudo o que está acima.

No Brasil a área de UX é muito nova ainda. As empresas não sabem o potencial que esta área pode oferecer. Muitas delas têm uma área de UX, mas o que realmente o profissional faz é ser uma máquina de protótipos, deixando de lado o trabalho profundo de pesquisa que a área realiza. Para saber mais sobre como a área de UX pode ser incorporada ao processo de desenvolvimento, leia o artigo: UX no processo de desenvolvimento de software

 

 

Concluindo…

Um profissional completo da área de UX precisa entender psicologia cognitiva, ter noções de arquitetura da informação e taxonomia, noções de lógica de programação, também precisa entender do negócio em si no qual está trabalhando, saber aplicar todas as técnicas que estão listadas acima – e outras – e por último e o mais importante, ter senso crítico aguçado (feeling), isso fará com que o profissional de UX tenha o diferencial que nenhum curso, livros ou especializações ensinam.

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